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1975 Em julho desse ano, ocorre uma grande geada, ocasionando a ruína total dos cafezais.

Em julho de 1975, ocorreu uma grande geada, ocasionando a ruína total dos cafezais, cuja erradicação, a partir deste fato, foi intensificada. Com a erradicação do café, começou o êxodo rural, que se transformou em problema social.

Antigos colonos, arrendatários e pequenos proprietários a partir desta nova realidade, foram forçados a migrarem para outros estados, cidades circunvizinhas ou para a sede do Município.

Assim surgiu o "bóia-fria", como é denominado o trabalhador volante, sem vínculo empregatício, que habita a periferia das cidades, ocupando-se com serviços temporários que aparecem nos períodos de safra.

1972 Quinto Prefeito de Paraíso do norte

Data da posse

Délio Souza Canabrava
Eleito em 1972. Tomou posse no ano de 1973 e o término do mandato foi no ano de 1976.

Benfeitorias

1) Reparo e reformas em 12 escolas do município-/ escolas rurais.
2) Reforma da escola de aplicação.
3) Construção de três salas no Ginásio.
4) Reforma do Grupo Escolar.
5) Funcionamento da merenda Escolar.
6) Organizações das associações de pais e mestres.
7) Transferência do posto de saúde para um prédio/ melhor.
8) Transferência da Biblioteca Pública.
9) Convênio feito com o serviço de conservação do solo para orientar o agricultor e fazer com que eles tracem curvas de nível cordão de combate à erosão.
10) Firmou convênio com a ACARPA, já instalada em // pleno funcionamento.
11) Reforma da Prefeitura Municipal.
12) Construção de 11 pontes no município.
13) Reformas do Fórum.
14) Início do serviço de asfaltamento.
15) Melhorias na remuneração de todos os funcionários internos e externos da prefeitura.
16) Construção de uma nova arquibancada no campo de futebol.
17) Construção da Escola Benjamin Constant.
O maior problema da prefeitura é a arrecadação dos impostos.

Nomes dos Vereadores:

André Pacheco Filho, José Nilton de Oliveira, Éros Cunha, João Canabrava, Francisco Serafim, Nicodemos Hobold, João Malaquias e Anísio Tormena.

Vice Prefeito
Germano Sordi

Objetivo do Prefeito

De um prefeito bem intencionado é de servir o povo. Prestar serviços ao seu município, valorizar a sua comunidade, onde ele vive, onde a sua família vive e onde ele tem propriedades.

Depoimento pessoal do Senhor Délio Souza Canabrava

“ No momento em que fui eleito fiquei muito contente, porque numa disputa como aquela em que eu fui candidato pela 2° vez, a minha vitória é o alcance e o atingimento de uma meta, de um objetivo.
O cargo de prefeito atrapalha muito os meus interesses particulares. Para se dedicar de corpo e alma à prefeitura os negócios particulares do prefeito são seriamente prejudicados. Por isso o prefeito tem que ter tranquilidade financeira.
Eu gosto muito do trabalho e acredito que o cargo de prefeito, para quem não gosta deve ser a pior coisa do mundo, porque toda hora aparece problemas”.


“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1969 Quarto Prefeito de Paraíso do Norte

Nome: Oscar Fritche
Data da posse: 30 de janeiro de 1969.
Término do mandato: 31/01/1973.

Benfeitorias

1) Ampliação de 85 para 560 luminárias, mais a iluminação do bosque.
2) Vários quilômetros de serviço de tubulação, combate a erosão.
3) Contrato e execução do serviço de saneamento (água).
4) Construção de várias pontes.
5) Alargamento e conservação das estradas.
6) Encascalhamento de vários trechos de Estradas.
7) Conclusão da construção do ginásio.
8) Construção e Reforma de escolas rurais.
9) Criação e instalação da escola do Comércio.
10) Instalação do mobral.
11) Incentivo de implantação de industrias.
12) Aquisição de viaturas e maquinários
13) Reivindicação junto a Acarpa para instalação do escritório na cidade.

Objetivo do Prefeito - Oscar Fritche Administrar da melhor forma possível, sem distinção racial, partidária e Religiosa para o bem da comunidade.

1963 Terceiro Prefeito de Paraíso do Norte

Nome: Jaime Lemes de Toledo
Data da posse: 27 de novembro de 1963.
Término do mandato: Após 5 anos e 2 meses de mandato em 1968.

Benfeitorias

1) Término da construção da escola Isolada Benjamim Constant.
2) Construções de escolas isoladas: João Pascotto, Alto Alegre, Jaime Lemes de Toledo, Alzira Marques da Silva e muitas outras mais.
3) Construção do prédio onde funciona a Escola Normal Secundária de Grau Colegial Marechal Hermes da Fonseca.
4) Construção do prédio do Grupo Escolar de Paraíso do Norte.
5) Criação e instalação da Biblioteca Pública Municípal
6) Criação e funcionamento de cursos de alfabetização de adultos em várias Escolas Isoladas.
7) Instalação do posto de Combate a Verminose de Paraíso do Norte.
8) Instalação de Gabinete Odontológico que funciona anexo ao Posto de Combate a Verminose.
9) Uma permanente assistência médica hospitalar e farmacêutica aos indigentes e necessitados, residentes ao municípios.
10) Cobertura ao Departamento Nacional de Endemias Rurais, nas campanhas de combate a malária e ao Bicho Barbeiro.
11) Elaboração do projeto de serviço de água potável de Paraíso do Norte.
12) Serviços de combate a erosão urbana.
13) Asfaltamento da Avenida Tapejara, principal artéria da cidade, em fase de realização.
14) Ajardinamento do Bosque Camilo Bueno Pimentel e de várias ruas da cidade.
15) Muros e melhorias no cemitério.
16) Extensão de rede para a distribuição de energia elétrica, na Vila Santa Terezinha em Paraíso do Norte.
17) Telefones automáticos no início somente urbano e posteriormente com a instalação da Telepar, entrou em vigor o funcionamento do sistema interurbano.
18) Aquisição de terreno para a construção de casas populares a serem construídas brevemente totalizando 56 casas pela COHAPAR.
19) Construção de guias e sargetas nas vias públicas.
20) Instalação da Comarca de Paraíso do Norte, abrangendo os Municípios de Paraíso do Norte, Mirador e São Carlos do Ivaí.
21) Aquisição do prédio onde esta instalado o Fórum da Comarca.
22) Aquisição da casa destinada ao Sr. Promotor Público.
23) Construções e reformas de várias pontes de grande importância para a economia municipal.
24) Implantação da contabilidade mecanizada.
25) Reforma Tributária Municipal.
26) Aquisição de 2 Rurais Willis, que tem prestado imenso serviço a população.
27) Aquisição de uma motoniveladora Weber-warco.
28) Instalação do Posto rual da secretaria da Agricultura.
29) Instalação do Banco do Estado.

Objetivo do Prefeito

É olhar e cuidar do bem estar do povo, saber aplicar o dinheiro e principalmente cuidar das estradas, escolas rurais e mesmo escolas dentro da cidade e dar assistência ao povo e cuidar do povo.

Vereadores
Jorge Lugnani, Mario Pacheco, Clóvis Amaral, José Furtado Resende. José Mineiro, Teodolvino Antônio da Silva, Paulo Ângelo e Cláudio Ivante.

Vicê Prefeito
Sebastião Martins de Oliveira

Depoimento pessoal do senhor Jaime Lemes de Toledo

"O cargo de prefeito atrapalha muito o interesses particulares. O prefeito deve se dedicar somente a prefeitura ou somente a família. Pessoas que tem seus negócios, devem deixar de atender a prefeitura para atender seus negócios ou deixar de atender seus negócios para atender a prefeitura.
Ser prefeito não é gostar de ser prefeito é um dom é um certo capricho que a pessoa tem de querer ser prefeita. No término do mandato a pessoa esta esgotada e cansada. Fazendo ou não fazendo alguma coisa, a pessoa esta bastante esgotada.
No momento em que fui eleito fiquei muito emocionado pensando no trabalho, no bem estar do povo e no compromisso daquele povo que confiou em mim."
“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1962 Comarca de Paraíso do Norte

No dia 29 de fevereiro é criada a Comarca de Paraíso do Norte, através da lei nº 4.664/1962, art. 5º, § 1º, inciso I, de 29.12.1962, publicada no Diário Oficial nº 242 da mesma data (Lei de Organização e Divisão Judiciária do Estado do Paraná).

No dia 17 de dezembro 1964 foi instalada a Comarca de Paraíso do Norte, presidida pelo Dr. Napoleão Noeval Alves de Oliveira (Juiz de Paranavaí), sendo o primeiro Juiz Titular da Comarca o Dr. Camilo de Andrade Nepomuceno.

 

1959 Segundo Prefeito de Paraíso do Norte

Nome: Leôncio de Oliveira Cunha
Data da posse: 28 de novembro de 1959.
Término do mandato: 27 de novembro de 1963

 
Observação: Não houve oportunidades para fazer uma entrevista com o Senhor Leôncio de Oliveira Cunha.

Em memória o discurso do primeiro encontro estudantil de Paraíso do Norte em 1975.

Senhoras e senhores, autoriades presentes, meu agradecimento especial a coordenação e supervisão do programa munícipal de alimentação escolar, na pessoa da Sr. Maria Eunice de Souza, que gentilmente foi a portadora do convite que motivou minha vinda até aqui hoje, muito obrigado.

Estudantes, filhos de Paraíso do Norte é para mim uma grande honra uma vez mais pisar o no solo desta querida cidade. O sonho de um jovem topógrafo, mas meu sonho tornou-se realidade.

Esta realidade somente se sustentou através não só de meu trabalho, mas do conjunto de muitos homens, mulheres e crianças, que juntos aventuram-se pelos sertões do norte e noroeste do Pparaná. Com certeza seus avós, pais, comigo dividiram a dificil tarefa, de aqui instalar-mos uma nova cidade e assim escrever-mos um capitulo da colonização do Paraná.

Mas antes mesmo das máquinas de minha empresa, a saudosa organização Leôncio Oliveira Cunha, rasgar a mata virgeme e aqui localizar estas ruas, eu já andava por aqui e arredores, demarcando as glebas de Paranavaí e Tapejara a serviço do governo do estado como topógrafo.

A cidade, antes um simples projeto emum mapa, tomou forma. A pujança do solo fértil, a garra dos meus amigos, juntos demos os primeiros passos.

Tempos dificeis, tempos felizes, estradas de chão, luz de lampião, os primeiros motores de luz, depois rede de energia eletrica, por fim as redes da copel.

Conseguimos transformar o patrimônio em cidade e depois em município e comarca. Sendo que no período de 1959 à 1964, tive a honra de ser prefeito, podendo então contribuir como politico para o crescimento da cidade.

Minha luta não parou ai e acredito que procurei dar o melhor de mim todos os dias e anos de minha vida, a causa do bem comum de Paraíso do Norte e seus moradores.

Hoje aposentado, resido em curitiba e por motivos de saúde de miha esposa, minha querida Lazarina, que nestes 55 anos como esposa tem me honrado como marido e como homem, não posso continuar morando aqui.

Tenho e devo dar um pouco de mim, aquela que desde 1936 compartilhou todas as minhas alegrias e tristezas, vitórias ou derrotas, desde os sertões de Santa Mariana no norte pioneiro até aqui até aqui nas barrancas do Ivaí.

Sou um homem feliz por Deus ter me dado a oportunidade de ter a mulher e os filhos, netos e bisnetos que tenho.

Sou feliz por ter projetado e participado da criação e construção das cidades irmãs, Rondon e Paraíso do Norte.
Sou feliz por acreditar que todos aqueles que aqui viveram, vivem ou venham viver, serão sempre, meus amigos e meus irmãos.
Sou feliz por saber que pelos caminhos que passei, principalmente em Paraíso do Norte, juntos com tantos amigos e irmãos, não deixamos “rastros” mas sim “marcos” de trabalho honrado e digno, para nossos filhos e as gerações que as sucederem.

Obrigado a todos por mais uma vez ver e beijar estar terra que eu amo.
 Lêoncio
 
“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1955 Primeiro Prefeito de Paraíso do Norte

Entrevista feita com o professor Paulo Oliveti

Fundação da cidade 12/03/1950 por Leôncio de Oliveira Cunha.
Criação do Município - Lei 253/54 Diário Oficial de 2/12/194
Posse do Prefeito Sr. Pedro Stockero em 27/11/1955.

Primeiramente procurou dar condições de funcionamento da prefeitura, através de instalações razoáveis, em prédio próximo a bosque, na Avenida Tapejara. Seu Secretário foi o Sr. Paulo Alves Costa, atualmente residente em Ribeirão Pires - SP. O tesoureiro foi o Sr. Roque Soares de Camargo, esposo de Dona Olívia Camargo (então Diretora do Grupo Escolar Local). Como fatos marcantes podemos destacar a criação do Ginásio Estadual, Criação da Escola Normal Regional e da Escola Normal Colegial.

Não havia vice-prefeito, o primeiro vice-prefeito foi o Sr. Sebastião Martins de Oliveira, porem quando Prefeito o Sr. Jaime Lemes de Toledo. A Câmara de vereadores era constituído de elementos residentes em Paraíso do Norte e região já há algum tempo, destacando-se: Humberto Benedito do Couto (residente no acre atualmente), Randolfo Garcia Ribeiro (in memória), Saturnino de Freitas, José Tomaz da Silva, Benedito Silvério da Rosa (paralítico n/ cidade, ex-professor em Nova Aliança do Ivaí).

A Falta de recursos financeiros foi e ainda é problema sério nos municípios pequenos. Um problema sério que procurou resolver foi a luz elétrica, conseguida através de motor a diesel e que em caráter precário solucionou por vários anos O fato marcante foi conseguir a construção da Ponte Presidente Kenedy sobre o rio Ivaí, obra que esteve paralisada posteriormente e foi concluída alguns anos depois.

Um grande cooperador do Prefeito foi o Sr. Leôncio de Oliveira Cunha, através de máquinas de terraplanagem. Não resta dúvidas que pessoas proeminentes da ciadde sempre procuraram dar cobertura as atividades do Sr. Prefeito, em especial os vereadores. Foi amigo particular do Ex-Governador Moisés Lupion, daí ter conseguido muita coisa junto ao Governo Estadual.


Depoimento do professor Paulo Oliveti

"Como morador desde 1952 nesta cidade e tendo sido colega de serviços do Sr. Pedro Stockero, não resta dúvida que sempre procurei colaborar com as iniciativas públicas, de maneira especial nas atividades educacionais.

Em 1956 fomos chamados para criação da primeira escola de nível médio desta cidade: Curso Normal Regional Saldanha Marinho, tendo sido nomeada diretora Dona Maria Godoy de Mello e professore Dona Olivia Camargo e Paulo Oliveti.

Em 1958 foi a criação do Ginásio Estadual através de trabalho incansável do Sr. Pedro Stockero, contando com a coloboração direta de vários cidadãos de modo especial o Sr. Antonio G. Peixer. Desta feita, efetuamos uma viagem especial a Curitiba de onde trouxemos as portarias para o funcionamento do Ginásio e de designação da equipe administrativa: Diretor Dr. Antonio G. Peixer e Vice-Diretora Dona Olívia S. Camargo. No ano seguinte tivemos a criação da Escola Normal Colegial na qual também participamos da primeira equipe de professores, tendo como Diretora Dona Olivia S. Camargo.

Vemos assim que num espaço de quatro anos, todas as escolas necessárias e importantes para a cidade foram criadas e instaladas, graças a um período favorável na política estadual e um bom entrosamento entre os homens públicos que dirigiam os destinos do município".

 
“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1954 O Nome da Cidade

O primeiro nome da cidade de Paraíso do Norte, foi uma brincadeira, porque na realidade quando trabalhavam aqui no sertão, na abertura das Glebas, levaram uma vida muito difícil, passaram por todos os problemas de fome, de sede, cobras, mosquitos, carrapatos, tinha toda espécie de feras e animais do mato.
Também dava feridas bravas, malária, então diziam os topógrafos que parecia um inferno. Quando iam para Londrina no escritório, o contato com os engenheiros que la trabalhavam denominavam aqui de "Inferno Verde". E ao fazer o mapa da cidade o engenheiro que desenhou a planta da cidade colocou o nome de "Inferno Verde" pensando que fosse verdade.

E o Sr. Leôncio foi feliz ao levar o mapa para sua esposa, dizendo que ia fazer uma cidade aqui com o nome de "Inferno Verde". Dona Lazarina pensou um pouco e contestou que o nome para o futuro iria ser prejudicial ao destino da cidade. Então sugeriu que de "Inferno Verde" passasse para Paraíso do Norte; que o Engenheiro desenhista de acordo com a orientação do Sr. Leôncio mudou o nome.
As terras pertenciam ao município e comarca de Mandaguari. Com a criação do Município de Paranavaí passamos a pertencer a este, tendo sido criada uma subprefeitura (funcionava na casa onde reside o Sr. José Garcia Soller - o subprefeito era o Sr. Roque Soares Camargo - Tínhamos dois vereadores a câmara de Paranavaí, o Dr. Bernardo Brunstein e o Sr. Alcides Franco de Godoy. O prefeito era o Dr. José Vaz de Carvalho que fora indicado por Paraíso do Norte. Possuímos vários políticos influentes em Paranavaí e no Governo do Estado, destacando o Sr. Pedro Stocchero, Sr. Lazaro Figueiredo Vieira no partido do PSD, Leôncio de Oliveira Cunha na Arena, o Sr. Alcides Franco de Godoy no PTB e o Sr. José Furtado de Resende no PR.

Pela lei 253/54 de 2/12/54 Paraíso do Norte foi elevada a categoria de Município. A noticia foi recebida com alegria por todos, houve discurso em alto falantes e festa. No dia 27/11/55 foi instalada a primeira Câmara de Vereadores e na mesma data empossado o Sr. Pedro Stocchero, sendo o primeiro prefeito que venceu contra o Sr. José Furtado Resende. Em 29/12/1962 foi instalada a Comarca, sendo o primeiro titular o Exmo Sr. Dr. Camilo de Andrade Neponuceno.

 
“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1954 Limites Territoriais

Nome do Município: Paraíso do Norte
Estado de Federação: Paraná
Data de criação do município: 27/11/1954
Zona Fisiográfica do Estado: Oeste

Os municípios Limítrofes são:

Norte: Nova Aliança do Ivaí e Tamboara
Sul: Guaporema, Rondon e São Manoel do Parana
Leste: São Carlos do Ivaí e parte de Tamboara
Oeste: Mirador

Altitude: 450 metros acima do nível do mar
Latitude: 26º 15´
Superfície: 200,47 km²
Longitude: 52º 36´

“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1950 Etnia do Povo

Segundo o fundador de Paraíso do Norte, não existe, assim etnicamente, uma só formação de colonizadores e colonização aqui desta região.
Ela veio através dos corretores desde o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, uma pequena parcela do Paraná, grande parte de São Paulo e de Minas Gerais e Nordestinos, que era os homens do trabalho, homens mateiros que mais arcavam com o sacrifício do penoso trabalho. Então a etnia dessa região não tem uma só natureza é muito complexa, como também de raças temos origens Alemã, Italiana, Japonesa, enfim quase todas as raças recebemos e eles confiaram em nós.

Os colonizadores vieram, trouxeram seus capitais, suas famílias e se enraizaram nas indústrias, cerâmica e acreditaram na colonização da região, como também as famílias com seus princípios religiosos pela sua conduta ajudou a formar um ambiente de entusiasmo e trabalho. E aqui esta Paraíso do Norte, o que é hoje uma cidade nova, mas em pleno desenvolvimento, com uma união de pessoas que raramente encontra-se em outras cidades.

 
“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1950 Casa dos Primeiros Pioneiros

Os primeiros pioneiros foram chegando, derrubando a mata, construindo seus ranchos e iniciando as plantações. Pouco a pouco, o acampamento crescia dando origem a um povoado e uma nova cidade. Neste mesmo ano grandes desmatamentos iniciaram o ciclo do café. Em 12/03 o Patrimônio de Paraíso do Norte torna-se cidade e é fundada a Primeira Escola, chamada “Manoel Ribas”.
 

“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

 

1950 Marchai para o oeste e crescei com o Brasil

Frase famosa que inclusive encontrava-se cravada em letras grandes e bem traçadas, dos ônibus da empresa Vale do Ivaí, que nos idos de 1950 partindo de Londrina, com suas cores tradicionais "amarelas" rompiam os areiões, o barro, a poeira, a cerração, em busca das terras dadivosas, férteis e promissoras dos sertões do Ivaí.

O espírito destemido e cheio de esperança e fé de homens valentes, verdadeiros descendentes dos bandeirantes paulistas dos séculos passados, liderados por Leôncio de Oliveira Cunha - o verdadeiro "Bandeirante do século XX" discípulo do grande Marechal Rondon, conseguem em poucos anos desbravar e colonizar uma porção do setentrião paranaense, onde hoje populam cidades progressistas, junto a uma agropecuária, comércio e até industrialização que fazem inveja a outras partes do Brasil.

 
“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1950 Fundação e Criação

Em 1950 Leôncio de Oliveira Cunha deixou o serviço de colonização do Estado e passou a colonizar por iniciativa própria. Iniciou por Paraíso do Norte em 1949.

12 de março de 1950 foi fundado Paraíso do Norte com a inauguração da primeira escolinha a qual chamava-se Manuel Ribas.
Naquela época tinha poucas ruas abertas, duas casas, uma pensão, uma venda de secos e molhados. Neste mesmo dia com a gentiliza do Bispo D. Geraldo de Paulo Sigoto veio acompanhado de outros padres de Jacarezinho, que era seu secretariado, o único Bispado da Região; inaugurou a primeira escola onde foi rezada a primeira missa por D.Geraldo que serviu de sacristão o padre Joaquim, que era pároco em Paranavaí.

Depois em seguida, lá no alto, onde hoje é mais ou menos a casa do Sr. José Sordi, lá o trator abriu uma clareira no meio da mata, levantou um cruzeiro lavrado a machado.
O Bispo benzeu o Cruzeiro. Seria intenção de criar uma igreja ali, mas viram que era uma rua comercial. Então mudou-se um quarteirão para trás, onde é a atual igreja.

Uma comissão criada pelo Sr. Luis Ciscoto fez a igreja de madeira, que foi desmanchada para a construção da atual. Depois da passagem do padre Joaquim veio o Frei Eurico de Paranavaí.


"Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1943 Primeiro Levantamento Topográfico

Leôncio de Oliveira Cunha, realiza em 1943 o 1º. levantamento topográfico, a serviço do Governo do Estado do Paraná, dirigido na época pelo interventor Manoel Ribas. A área que corresponde hoje a Paraíso do Norte fazia parte dos 2.000 ha. de terras devolutas que necessitavam da demarcação urgente.

Partes destas terras foram adquiridas pelos Senhores José Dangui Pacheco, Hernane Guarita Cartacho, Deputado Lustosa de Oliveira e Simão Shoeder, com o intuito de fazer comércio e não colonização.

 

"Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1943 Terceiro Ciclo: A verdadeira colonização do "Vale do Ivaí"

Primeiro podemos numerar sem dúvida alguma a colonização da Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná. Esta fez o desenvolvimento partindo de Ourinhos para cá, inicia a venda de lotes pequenos de terras e a fundação de cidades. Vários núcleos vão surgindo culminando com Londrina e Maringá, verdadeiros exemplos do que pode a iniciativa privada.
Outros colonizadores da Região foram: Horácio Lemos, São Cristovão e a Colonizadora Organização Leôncio de Oliveira Cunha então sediada na Rua Piauí em Londrina.
Mas na realidade quem mais desbravou foi a Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná a qual desbravou Rondon, Região de Gaúcha, Mirador, Guaporema, Paranavaí, Cruzeiro do Oeste e também Paraíso do Norte.
Segundo o Engenheiro Civil Leôncio de Oliveira Cunha tudo teve inicio com ele, que veio a serviço do Governo do Estado do Paraná e a serviço do Departamento de Geografia Terra e Colonização em 1943, onde fez a demarcação das glebas desta região toda.
Tarefa árdua e espinhosa da qual participaram engenheiros, topógrafos, peões, homens e mulheres e porque não dizer os burros de carga.
Nesta etapa o Táxi aéreo teve um papel importante, efetuando a ligação de Londrina as regiões desbravadas.
O interesse e procura de lotes por compradores então conhecidos por "jacú" trazidos pelos corretores dos mais diversos lugares do Brasil, foi tão grande que, Leôncio Cunha resolveu escolher o local para fundação de uma vila. De uma corruptela, como ele próprio dizia, e a vila nasceu, cresceu, as margens dos Ribeirões Palmital e Juruquá, no espigão divisor entre essas águas que faz parte da bacia do rio Ivaí, que pertence ao 3º planalto paranaense.


 
“Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”

1619 Desbravamento do sertão

Para podermos acentuar bem o desbravamento do sertão temos que dividir em três ciclos.

Primeiro Ciclo dos Bandeirantes

Os dois primeiros foram a Época dos Bandeirantes e o Brasil Colonial. A época dos bandeirantes e a penetração de Raposo Tavares com 2.000 mamelucos, no mês de agosto de 1619. Ele fez a posse de todo o vale do Ivaí.
Nessa ocasião existia uma cidade denominada Vila Rica que tinha um bispo de Assunção e que estava catequizando os Índios. Como Raposo Tavares, usava matar e frear os índios, o Bispo interferiu e pediu clemência que não fizesse isso; pois mudaria a cidade toda para um sertão do oeste do Paraguai, lá foi criada outra cidade com o nome de Guairá.

Segundo Ciclo - Brasil Colonial 


Dado a facilidade de penetração e povoamento, essa região de Campo Mourão, era dona de uma região fácil de colonizar e povoar, então diversos aventureiros penetraram através de picadões e trilhos. Mas esta região continua esquecida do resto do Paraná e do Brasil.


 
"Material Cedido do Acervo Histórico da Biblioteca Municipal de Paraíso do Norte.”